segunda-feira, 9 de maio de 2011

Universitarização.

O processo de tornar-se universitário, é lento. Uns demoram mais que os outros para se acostumarem, devido ao laço familiar forte, pouca idade, namorados e afins. Alguns chegam ao ponto de desistirem de uma grande oportunidade, só pelo simples fato de não conseguir se distanciar do conforto materno (comida, roupa lavada, grana fácil). Tem também os que se acostumam fácil demais, e acham que pela primeira vez na vida, podem fazer e falar o que bem entendem, ou, "beber" e "fumar" o que bem entendem.

Para os sobreviventes da distância, a primeira semana como universitário é um processo de transformação da mente, nesse tempo, opiniões caem e se formam com muita intensidade. A mente abre de fato. A maioria amadurece, repito, a maioria. Tem aqueles que se perdem num mar de idéias, e perdem a noção do certo e do errado... mas ainda há salvação.

Depois dessa "passagem" do antes e depois, vem o resultado, no caso, o seu novo "eu". O fulano conhece pessoas, convive com pessoas (esse é o verdadeiro desafio), montam repúblicas, desmontam tabus. Você e faz e vê coisas, muitas delas você esperava presenciar. É justamente esse resultado que você torna a defender, do mesmo jeito que defendia o seu antigo você, ou o seu "eu" pré-universitário.

A universidade te molda novamente, por mais orgulhoso que você seja. É justamente uma nova oportunidade de ser uma pessoa diferente. O perigoso é como você se apresenta, e como você vai lidar com o seu novo "você"!

Entretanto, VIVA a vida de universitário, VIVA a Unesp, onde estou cursando. Como já dizia o grande Dr. Sérgio Norte, "para fazer história, tem que ter culhões", faço palavras deles as minhas, para encarar essa nova fase, tem que ter culhões.

Sou uma vitima dessa "universitarização". Todos aqui são.

AWAY.

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